Ilustração em aquarela de Robinson Crusoé na praia de uma ilha tropical, observando o navio naufragado junto às pedras, com palmeiras e o mar azul ao fundo

Daniel Defoe · 1719

ROBINSON CRUSOÉ

Uma história de coragem e sobrevivência

PROJETO FEIRA LITERÁRIA — 8º ANO | 2026

EXPLORAR A AVENTURA

Bem-vindo ao diário de bordo do nosso projeto! Aqui você vai conhecer a história de um náufrago que precisou reinventar a própria vida em uma ilha deserta, descobrir curiosidades sobre um dos romances mais famosos do mundo, estudar os capítulos VII, VIII e IX e, no final, testar o que aprendeu no quiz literário. Boa viagem — e boa leitura!

Capítulo do projeto

Sobre a obra

Ficha da obra

Título
Robinson Crusoé
Autor
Daniel Defoe
Publicação
1719 (edição original, na Inglaterra)
Século
XVIII
Gênero
Romance de aventura
Temas
SobrevivênciaIsolamentoCriatividade TrabalhoCoragemRelação com a natureza

O resumo da história

Robinson Crusoé é um jovem inglês que, contra os conselhos do pai, decide fazer-se ao mar em busca de aventura. Depois de várias viagens e muitos perigos, um naufrágio muda sua vida para sempre: ele é o único sobrevivente e vai parar em uma ilha deserta, longe de qualquer ajuda.

Sozinho, Robinson precisa aprender a sobreviver usando apenas os recursos que encontra: salva ferramentas e provisões do navio, constrói um abrigo, caça, pesca, planta, cria animais e fabrica com as próprias mãos quase tudo de que precisa. Cada dia na ilha é uma lição de paciência, criatividade e perseverança.

Com o tempo, a ilha deixa de ser apenas um lugar de castigo e se transforma em um espaço de aprendizado. Robinson registra sua experiência como um diário e mostra que, mesmo diante do isolamento, é possível recomeçar — um passo de cada vez.

Ilustração de uma mesa de explorador com mapa náutico antigo de uma ilha, bússola de latão, pergaminho enrolado, pena de escrever e miniatura de um navio do século XVIII
O diário, o mapa e a bússola: companheiros inseparáveis de quem precisa se orientar em terras desconhecidas.

Quem faz a história

Personagens

Conheça as figuras principais do romance de Daniel Defoe — e, ao final, uma personagem especial da nossa adaptação escolar.

Protagonista

Robinson Crusoé

Jovem inglês de espírito aventureiro que desobedece ao pai e parte para o mar. Após o naufrágio, torna-se o único sobrevivente em uma ilha deserta, onde aprende a construir, plantar e viver por conta própria. É ele quem narra a história, em forma de diário.

Personagem principal

Sexta-Feira

Jovem indígena que Robinson salva de seus perseguidores e que recebe esse nome porque foi encontrado em uma sexta-feira. Torna-se o grande companheiro de Robinson na ilha, aprendendo sua língua e seus costumes, e a amizade entre os dois muda a vida do protagonista.

Personagem secundário

Xury

Garoto que acompanha Robinson na fuga da escravidão em Salé, no norte da África, ajudando-o a escapar de barco. Depois, é resgatado junto com Robinson pelo capitão português — episódio que mostra a lealdade entre os dois.

Personagem secundário

O pai de Robinson

Homem prudente e experiente que, no início do romance, aconselha o filho a abandonar as ideias de aventura e a seguir uma vida tranquila e segura. Seu conselho — ignorado por Robinson — é o ponto de partida de toda a história.

Personagem secundário

O capitão português

Comandante do navio que resgata Robinson e Xury no mar e os leva em segurança. Homem honesto e generoso, trata Robinson com justiça e guarda com cuidado o que lhe pertence — um exemplo de confiança no romance.

Personagem secundário

O capitão inglês

Comandante de um navio que chega à ilha no fim da narrativa, vítima de um motim da própria tripulação. Com a ajuda dele e de Robinson, o rumo da história muda — e surge, enfim, a chance de deixar a ilha.

Adaptação escolar — não é do romance original

A Espanhola

Personagem criada para a adaptação escolar estudada pela nossa turma. Ela não faz parte do romance original de Daniel Defoe: foi incluída na versão adaptada para enriquecer a leitura em sala de aula. Apresentamos a personagem aqui separadamente justamente para não confundir a adaptação com a obra de 1719.

O cenário da aventura

A ilha de Robinson

Sem lojas, sem ajuda e sem atalhos: na ilha, cada necessidade vira um projeto. Veja como Robinson organiza a própria sobrevivência.

Construção do abrigo

Robinson constrói sua moradia com troncos, tábuas salvas do navio e uma cerca de proteção ao redor. O abrigo garante segurança contra o clima e os perigos da ilha — e vira o centro de toda a sua nova vida.

Busca e organização de alimentos

Caça, pesca e coleta sustentam Robinson nos primeiros tempos. Ele aprende a guardar provisões, secar uvas, fazer estoques e planejar o consumo — porque, na ilha, desperdiçar comida pode custar a sobrevivência.

Agricultura

Ao plantar cereais como cevada e arroz, Robinson descobre o ritmo das estações da ilha. A agricultura exige paciência e planejamento, mas recompensa com autonomia: comida produzida por ele mesmo, safra após safra.

Criação e uso de ferramentas

Com as ferramentas salvas do naufrágio — e muita improvisação — Robinson fabrica móveis, potes de barro, cestos e até uma canoa. Cada objeto criado é um problema resolvido e um passo a mais de independência.

Reconhecimento do território

Explorar a ilha é questão de sobrevivência: Robinson observa rios, frutas, animais e os melhores pontos de observação. Conhecer o território permite planejar rotas, encontrar recursos e se proteger melhor.

Adaptação à solidão

O maior desafio talvez seja invisível: a solidão. Robinson cria rotinas, marca o tempo em um poste, cuida de animais e escreve seu diário. Organizar os dias é a forma que ele encontra de manter a esperança viva.

E você, o que levaria?

Se você estivesse em uma ilha deserta, quais três objetos levaria? Escreva suas escolhas e veja o recado do nosso diário de bordo.

Para saber mais

Curiosidades

Fatos rápidos sobre a obra para guardar no bolso — como um bom explorador guarda sua bússola.

Publicado em 1719

O livro foi publicado originalmente em 1719, na Inglaterra — há mais de 300 anos! Mesmo assim, sua história continua atual.

Escrito por Daniel Defoe

Seu autor foi o escritor inglês Daniel Defoe. A obra fez tanto sucesso que é considerada um marco do romance moderno em língua inglesa.

Um clássico da sobrevivência

A história é conhecida mundialmente por sua temática de sobrevivência: um homem sozinho, uma ilha e a necessidade de recomeçar do zero.

Aproveitar o que se tem

Robinson aprende a aproveitar os recursos disponíveis: nada se perde, tudo se transforma — de troncos viram móveis, de sementes nasce uma plantação.

Muitas adaptações

A obra recebeu diversas adaptações ao longo dos séculos: versões infantis e juvenis, filmes, séries, peças de teatro e histórias em quadrinhos.

Para pensar e debater

O romance permite discutir também a colonização e as relações de poder presentes na narrativa — temas importantes para ler a obra com olhar crítico.

1719

Publicação original de Robinson Crusoé, de Daniel Defoe, na Inglaterra.

Séculos XVIII e XIX

O romance se espalha pela Europa, ganha traduções e versões resumidas, e inspira uma geração de histórias de aventura e naufrágio.

Século XX

A história chega ao cinema, à televisão e aos quadrinhos, em inúmeras adaptações para públicos de todas as idades.

Hoje

A obra segue lida nas escolas como um clássico da literatura de aventura — e é o tema do nosso projeto na Feira Literária de 2026.

Estudo dirigido

Capítulos VII, VIII e IX

Os três capítulos estudados pela turma, resumidos para a nossa apresentação na feira.

Ilustração em aquarela da horta e do abrigo de Robinson na ilha, com plantação de milho, potes de barro e cerca de madeira

Capítulo VII

Experiência agrícola

Resumo

Neste capítulo, Robinson se dedica à agricultura na ilha. A experiência de plantar e esperar a colheita transforma sua relação com o lugar: a sobrevivência deixa de depender só da sorte e passa a depender do seu próprio trabalho.

Principais acontecimentos

  • Robinson prepara a terra e planta os cereais que possui.
  • Ele observa as estações e aprende o tempo certo de semear.
  • A colheita exige espera, cuidado constante e proteção das plantas.

Aprendizados

A agricultura representa aprendizado, paciência, planejamento e busca por autonomia: quem planta precisa pensar no futuro — e Robinson descobre que pode produzir o próprio alimento.

Ilustração de mapa náutico antigo, bússola de latão e diário de explorador, instrumentos usados para reconhecer e registrar o território da ilha

Capítulo VIII

Localização e reconhecimento da ilha

Resumo

Robinson percorre e observa a ilha para compreendê-la melhor. Reconhecer o território é essencial: só conhecendo o ambiente ele consegue se localizar, encontrar recursos e organizar a sobrevivência com segurança.

Principais acontecimentos

  • Exploração das diferentes partes da ilha, com atenção a rios, plantas e animais.
  • Observação de pontos altos para enxergar o território ao redor.
  • Registro das descobertas, como quem desenha um mapa do próprio mundo.

Aprendizados

Observar antes de agir: compreender o ambiente é o primeiro passo para planejar, se proteger e aproveitar os recursos que a ilha oferece.

Ilustração em aquarela de Robinson construindo uma grande canoa escavada em um tronco de árvore na praia da ilha

Capítulo IX

Um barco

Resumo

O capítulo gira em torno da ideia do barco: para um náufrago, uma embarcação significa a possibilidade de navegar, explorar o mar ao redor e, quem sabe, um dia deixar a ilha. O barco é, ao mesmo tempo, uma ferramenta e um símbolo de esperança.

Principais acontecimentos

  • A construção de uma embarcação exige tempo, técnica e materiais adequados.
  • O trabalho mostra os limites do que uma pessoa sozinha consegue realizar.
  • O projeto do barco mantém viva a vontade de Robinson de não desistir.

Aprendizados

Planejar não basta: é preciso medir as próprias forças, pensar no caminho todo — do começo ao fim — e aprender também com os projetos que não saem como o esperado.

Nota da turma: os resumos desta seção seguem a edição adaptada utilizada no projeto. Os detalhes do Capítulo IX variam entre edições e adaptações da obra; por isso, apresentamos aqui o tema central do capítulo — o barco e o desejo de navegar — sem inventar acontecimentos que não estão no texto estudado.

Teste seus conhecimentos

Quiz literário

São 20 perguntas de múltipla escolha sobre a obra, os personagens e os capítulos estudados. Responda a todas e clique em “Conferir respostas” para ver sua pontuação e o gabarito comentado. O gabarito só aparece depois que você responder — nada de espiar antes!

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